Meditação no Labirinto

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 Como surgiu:

O labirinto é um símbolo da civilização com mais de 4.500 anos de história. Desenhos de labirintos foram encontrados em moedas, rochas, tecidos, cerâmicas, cestos, gravados em cavernas, potes e impressos em manuscritos.

Figuras de labirintos estão presentes nas mais variadas tradições culturais, com significados que giram em torno de processos de amadurecimento, crescimento, ritos de passagem, etc. Talvez os primeiros labirintos tenham sido as próprias cavernas pré-históricas. Nas tradições ocidentais, os registros de labirintos iniciam-se nos Mitos Gregos. No Cristianismo o primeiro registro de labirinto data do ano 325 em uma igreja do Norte da África.

No início dos anos 1990 a psicóloga e teóloga americana Lauren Artress redescobriu o Labirinto de Chartres, na França. Reproduziu essa imagem nos Estados Unidos, visando sua utilização como uma ferramenta de interiorização e meditação. A partir daí o uso do labirinto se espalhou pelas mais diversas organizações como universidades, escolas, igrejas, hospitais, prisões, etc.

Em instituições ligadas à saúde o labirinto tem sido muito útil para pessoas com doenças crônicas, pois as ajuda a encarar a doença de outra forma; reforçar a adesão ao tratamento; melhorar as condições imunológicas e a partir dele elas passam a ter uma atitude mais otimista e positiva perante a vida e a doença.

Em 2001 iniciou-se o trabalho com o labirinto no Brasil, no Hospital Geral de Pirajussara e devido ao sucesso, foi se espalhando pelo país.

O que é:

O labirinto é um processo. Labirintos podem ser usados por indivíduos, grupos, crianças, jovens, adultos e idosos. Sem orientação ou com ajuda de um facilitador e um programa. Caminhar no labirinto nos leva para dentro, para nosso centro, onde encontramos o eu verdadeiro, as respostas e o alivio da tensão emocional.

O labirinto organiza a nossa experiência. Ele nos organiza de forma que caminhemos em uma certa geometria e alcancemos uma certa consciência. O propósito é ter uma experiência. Assim, as linhas são apenas guias, sinalizadores, enquanto o caminho representa a jornada. Este é o correto equilíbrio entre o material e o imaterial. As linhas são mínimas, suficientes para apontar o caminho, mas chamando pouca atenção ou importância para si. As experiências existem pela caminhada, pelo caminho e não pelas linhas. O labirinto demonstra a proporção apropriada destes dois elementos.

O labirinto é cumulativo. Cada passo é construído no passo anterior e te leva mais perto do centro. É preciso paciência, confiança, tenacidade e eventualmente resistência para trilhá-lo. Aquele que diz que já trilhou uma vez e já conhece, nega a oportunidade de vivenciar experiências mais significativas.

Os labirintos diminuem conflitos e dissonâncias. É uma ferramenta para transformação espiritual, psicológica e pessoal. Os labirintos têm sido usados no mundo todo como um meio de aquietar a mente, encontrar o equilíbrio, estimular a meditação, a inspiração e as celebrações. Trata-se de um símbolo antigo que representa totalidade. O labirinto combina a imagem do círculo e a espiral num caminho de movimento sinuoso, mas significativo que vai da periferia ao centro e volta para fora.

O labirinto tem apenas um caminho. O caminho para dentro é o caminho para fora. Em sua concepção mais básica, refere-se a uma metáfora para a jornada ao centro do Eu mais profundo e de volta ao mundo com uma compreensão expandida de quem somos.

Componentes:

Os componentes básicos para a construção de um labirinto são:

– uma cruz central

– quatro pontos alinhados de forma quadricular

– quatro ângulos retos

Sua forma de construção nos faz concluir que um quadrado é claramente transformado em círculo. O quadrado e o círculo representam duas visões de mundo básicos, o que indica que o labirinto é uma figura orientacional quintessencial.

O labirinto está ligado ao lado direito do cérebro. Requer uma mente mais passiva e receptiva. Envolve criatividade, imaginação e intuição. A única escolha que requer é entrar ou não e a partir daí, trilhar uma jornada.

A característica mais importante do labirinto não são as linhas que formam as paredes, mas o espaço negativo do caminho formado pelas linhas que determinarão o padrão do movimento:

1. O caminho não é interceptado (não há escolhas)

2. O caminho de ida é o mesmo caminho de volta, mudando de direção continuamente.

3. O caminho preenche todo o espaço interior em forma de circuito.

4. O caminho leva o visitante a passar pelo centro repetidamente.

5. O caminho termina inevitavelmente no centro.

6. É o único caminho de volta para a entrada.

Benefícios:

A experiência de caminhar no labirinto proporciona novas descobertas, uma vez que caminhando nele retornamos a nossa natureza.

Para se beneficiar de um labirinto é preciso interagir com ele. É preciso trilhá-lo seja com os pés, com os olhos, com os dedos, ou mesmo com a mente. O resultado desta integração é que o labirinto organiza e direciona sua experiência de forma que aumenta a evolução e expansão da consciência.

Por que caminhar?

O labirinto é como um grande amplificador que atua sobre setores de nossas vidas que costumam estar inconscientes, fazendo-os vir à tona; assim, caminhar por um labirinto pode trazer revelações únicas, de grande intensidade e valor. Caminhar por um labirinto equivale a olhar para dentro de si.

Os labirintos foram feitos para caminhar por muitas razões, podendo ajudar o indivíduo a olhar profundamente para si e perceber-se, ampliando a consciência de si. É um lugar para celebrar a vida, instrumento para trazer um momento de paz ou um ritual de saudações.

A caminhada do labirinto pode proporcionar uma visão de onde cada um se encontra naquele processo. É também instrumento de oração. É um ato que demanda ação, que acalma e suaviza momentos de crises e transições. Caminhar pelo labirinto ajuda a perceber a vida num contexto de caminho, uma peregrinação.

Esclarece que não somos seres humanos num caminho espiritual, mas seres espirituais num caminho humano. A caminhada pode consolar àqueles que passam por grandes sofrimentos, aliviando o coração dolorido e a exaustão da alma. A caminhada pelo labirinto nos ajuda a estar atentos, a escutar o coração e aprender a estar presente no momento; aquietar o murmúrio da mente, o tempo suficiente para perceber o que a nossa essência tenta nos dizer. Enfim, caminhar pelo labirinto, é caminhar ao encontro da própria essência.

“Não há caminhos para a paz, a paz é o caminho”  – Ghandi

Fonte:

http://www.nucleoanthropos.com/site/quem-somos/atividades-dos-membros/84-meditar-no-labirinto.html

http://labirintobr.wordpress.com/labirinto/

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  1. Oi Luciana,
    Assim vamos ampliando a divulgação das atividades com labirintos. Hoje publiquei no blog o convite para o Dia Mundial do Labirinto, veja, e se quiser fazer uma atividade entre em contato.
    Abraço,
    Bernardo

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