Menino tetraplégico pode dar chute para abrir a Copa

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Jornal o tempo

Apaixonado por futebol (ele torce para o Cruzeiro, ao contrário do pai atleticano), o menino Pedro Arthur, que há sete anos é portador de meningite bacteriana, pode dar o chute que marcará a abertura da Copa do Mundo de 2014.

Tetraplégico desde 1 ano e meio – hoje ele tem 8 anos -, Pedro pode ser uma das crianças a testar uma roupa robótica. Os pais do garoto, Rodrigo Diniz e Gabriela Cristina, foram contactados pela equipe do neurocientista Miguel Nicolelis.

Reconhecido internacionalmente, o pesquisador desenvolveu um projeto chamado “Walk Again”, que pretende fazer com que tetraplégicos andem normalmente ao usarem a vestimenta. O estudo foi feito na Universidade de Duke, nos Estados Unidos, e escrito no Instituto Internacional de Neurociências de Natal, do qual o cientista é diretor de pesquisas.

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O encontro do cientista com Pedro Arthur deve acontecer ainda neste ano, segundo informou o pai do garoto, Rodrigo Diniz. “A situação do Pedro será estudada pelos pesquisadores. Ele usaria um macacão que envia mensagens elétricas ao cérebro. Os estímulos resultariam em comandos motores”, explicou.

Boas notícias não param de chegar à casa da família, em Contagem. Está previsto para acontecer até o início de dezembro o implante de um marcapasso diafragmático, fundamental para que Pedro Arthur não precise mais do respirador artificial. Em outubro, a família conquistou na Justiça o direito de que a cirurgia, avaliada em R$ 500 mil, seja bancada pelo Estado. Pedro será a primeira criança a passar pelo procedimento na América do Sul. Isso deve ocorrer logo após a chegada do marcapasso, em dezembro.

A família também comemora a chegada da terceira criança na casa. Gabriela, a mãe de Pedro, está grávida de quatro meses de Bernardo, nome escolhido pelo próprio Pedro em homenagem ao médico que o acompanha.

Os pais do menino acreditam que células retiradas do cordão umbilical durante o parto possam servir futuramente na regeneração motora de Pedro Arthur. “Se o Brasil avançar no estudo de células-tronco, meu filho até pode voltar a andar”.

Fonte:

http://jornalmontesclaros.com

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