Campanha quer estimular a doação de leite materno para bebês em risco

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*Isabela Vieira – Agência Brasil

 

Amamentação

Toda mulher que está amamentando pode ser uma doadora de leite. Difundir essa mensagem é o objetivo do Dia Mundial de Doação de Leite Humano, comemorado hoje (19). No Brasil, para estimular a prática, será lançada na quarta-feira (22), pelo Ministério da Saúde, a campanha “Doe leite materno e ajude a mudar o futuro de muitas crianças”.

Apesar do aumento de bancos de leite no país, existe um déficit de cerca de 40% para atender os recém-nascidos em unidades de terapia intensiva, como explica o coordenador da Rede Brasileira de Bancos Leite Humano (RBLH), João Aprígio Guerra de Almeida. Segundo ele, sem a ajuda das mães doadoras, esse percentual tende a ser ainda maior nos próximos anos.

“Infelizmente, por um lado, e felizmente, pelo outro, com o avanço da medicina mais bebês que não teriam chances de sobreviver, como os que nascem com 600 gramas, estão sobrevivendo”, disse Aprígio. “São essas crianças que temos de nos preocupar em atender”, completou.

Recomendado pela Organização Mundial de Saúde, o leite materno é o melhor alimento para todos os bebês. Possui nutrientes e anticorpos que previnem doenças como a dengue e o cólera e pode evitar o desenvolvimento de doenças crônicas, como o diabetes e a obesidade na vida adulta. Além disso, está relacionado ao desenvolvimento da inteligência do bebê.

“Imagine um recém-nascido que nasce com seis meses, é prematuro, não está pronto para enfrentar uma série de fatores ambientais, seu sistema de defesa não está pronto. Para essas crianças, em algumas situações, posso dizer que o leite materno chega a se configurar como um fator de sobrevivência”, reforça o médico.

A doação de leite materno é simples e conta com o apoio de uma rede, que busca o frasco na casa da doadora. Em seguida, o leite é tratado e armazenado para que possa alimentar crianças prematuras ou com baixo peso, internadas em hospitais. As mães dessas crianças, pelo estresse de ver seus bebês com problemas, têm dificuldades de amamentar.

Para doar, a mãe que amamenta deve se informar sobre os procedimentos por meio do Disque Saúde 136 ou na internet, no site daRBLH. A mãe precisa separar um pote de maionese, por exemplo, esterilizá-lo em água fervente e colocar no recipiente o leite que sobrar da amamentação do próprio filho.

A rede de bancos de leite do Brasil é uma das maiores do mundo, com 211 postos de coleta. No Rio, as doações são organizadas pelo o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF), da Fundação Oswaldo Cruz.

Se você tiver excesso de produção de leite, e quiser doá-lo, procure o banco de leite mais próximo de sua residência, conforme a relação abaixo, para as orientações.

 

Atenção: existem impedimentos para a doação de leite:

  • Ser portadora de doença infecto contagiosa (como hepatite e AIDS);
  • Ser usuária de álcool ou outras drogas;
  • Ser fumante;
  • Quanto ao uso de medicamentos consulte o BLH.

Todas as Unidades Neonatais deverão contar com Postos de Coleta de Leite Humano, permitindo com que todos os bebês internados possam receber o leite de sua mãe, sem necessidade de pasteurização.

Consulte: Relação de Bancos de Leite Humano (BLH) do Estado de São Paulo

 

 

Fonte:

http://www.ebc.com.br/noticias/saude/2013/05/campanha-quer-estimular-a-doacao-de-leite-materno-para-bebes-em-risco

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/servicos/banco_de_leite_humano/index.php?p=1628

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